sábado, 8 de dezembro de 2012

Vejo um buraco na janela, uma greta que se abre aos poucos para eu ver se você se foi realmente e se o barulho que ecoa dentro de min é só o vento. Tudo aquilo prometido e dito caiu do telhado e molhou junto a chuva caindo e se derramando e criando poças aos chão gelado de um de inverno rigoroso. Aquele aconchego que percorria junto a min no fins dos corredores contando cada quadrado assimilando um desenho. O silencio na noite me traduzia, tiravam conclusões de minha face do que queria reproduzir com minha boca, mais ela se secava, se rachava, se machucava a si mesma. Meus lábios queriam se molhar de palavras mais as palavras se calaram no tu doar da noite. Um som se montuava em minha mente, um som de portas se batendo, um som de ida. Tudo que gravamos com cores em uma foto se amarelaram com a sujeira que comia tudo aquilo que te reproduzia. O céu do quarto se desmoronava , parecia folhas se desgrudando dos galhos, os pedaços se caiam silenciosamente. Tudo que erguermos com quatro braços está se resistindo na poeria com dois últimos braços.

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